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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Subsidio CPAD jovens consagração 6/3/2016




            Subsidio CPAD JOVENS CONSAGRAÇÃO




                               Romanos 12.1,2,9-21.


Você tem observado seus alunos? Será que estão vivendo de conformidade com a vontade de Deus? Você tem percebido sinais de mudança em suas vidas como resultado do que estão aprendendo na Escola Bíblica Dominical?O apóstolo Paulo escreveu a igreja de Roma sobre consagração, possivelmente pelo fato de estar preocupado com o padrão de vida espiritual dos membros daquela igreja. Em 1 Coríntios 11.1o apóstolo nos desafia a sermos seus imitadores. Portanto, devemos ajudar os nossos alunos a viverem uma vida íntegra e fiel, diante de Deus e dos homens.
Viver uma vida de consagração é muito mais que ir a reuniões de consagração. Nesta lição estaremos estudando a consagração pessoal. Ou seja: cada pessoa deve fazer sua entrega, dedicação ao Senhor de tudo o que é, de tudo que faz, de tudo que tem, em todos os momentos de sua vida. Deve buscar de Deus transformação para não agir de conformidade com o mundo, e mostrar com suas atitudes que seu viver está de acordo com Aquele a quem se dedica.

 DIDÁTICA
Para introduzir esta aula poderemos levar os nossos alunos a refletirem sobre “renovação do entendimento”, conforme apresentado no versículo 2. Sugerimos que discutam o tema, porém, usando o versículo 16 de 1 Coríntios 2, com o seguinte questionamento: O que é ter a mente de Cristo? Dê alguns minutos para discutirem sobre o assunto e depois complemente a exposição apresentada pela classe, utilizando a ajuda da Bíblia de Estudo Pentecostal: “Ter a mente de Cristo significa conhecer sua vontade e seu plano e propósito redentor. Significa avaliar e considerar as coisas, da mesma maneira que Deus as vê, atribuir-lhes a importância que Deus lhes atribui, amar o que Ele ama e detestar o que Ele detesta”.

INTRODUÇÃO
Depois da parte teológica na Epístola aos Romanos, o apóstolo começa a parte prática. E um apelo apostólico a fim de que os cristãos vivam uma vida de consagração a Deus. É o que Deus espera de todos os que desfrutam das bênçãos mencionadas pelo apóstolo na primeira parte de Romanos.
I. ELEMENTOS DO CULTO

1. “Rogo-vos” (v.1). No grego, o verbo é parakaleo, que vem de duas palavras: para, uma preposição grega que significa “ao lado de”; e kaleo, o verbo “chamar”, traduzido no Novo Testamento por “exortar, apelar, recomendar, solicitar”. Deus não está exigindo, mas pedindo. Muitos expositores da Bíblia se surpreendem com essa expressão. Disse um desses grandes expositores: “Surpreendente expressão vinda de Deus! De um Deus contra o qual havíamos pecado, e sob cujo juízo estávamos”.
2. “Apresenteis o vosso corpo (v.1)”. O verbo “apresentar”, aqui, tem o sentido de “oferecer”. É um ensino extraído dos sacrifícios que se ofereciam sobre o altar, no culto levítico. O hebreu escolhia o melhor para sacrifício e uma vez oferecido a Deus, tal oferenda era propriedade absoluta do Senhor.
3. Entrega total. É essa a analogia que o apóstolo faz no v.1, com relação à nossa adoração a Deus. Deste modo o apóstolo exorta os crentes para uma vida consagrada. O corpo é o invólucro da alma e do espírito, e é o meio pelo qual revelamos o nosso interior (2Co 5.10). O mesmo corpo que no passado era instrumento para o pecado, agora é o templo do Espírito Santo (1Co 3.16,17), para servir à justiça (Rm 6.13).
4. “Sacrifício vivo” (v.1). O culto bíblico apresenta pelo menos cinco elementos: oração, cântico, leitura da Palavra de Deus, pregação com o sobrenatural ou testemunho e ofertas (1Co 14.26; 16.1-3). A expressão “sacrifício vivo” mostra o contraste com o serviço religioso externo de Israel nos tempos do Antigo Testamento, pois era um ritual e praticado por força da lei.
5. Culto. “Culto racional” é a adoração cristã, muito diferente do culto do Antigo Testamento, onde se ofereciam criaturas irracionais. A palavra “culto” é latreia, na língua grega do Novo Testamento e significa “serviço sagrado, adoração”, de onde vem a palavra “liturgia”.
6. Racional. Do grego logikos, derivado do logos, “palavra, razão”, de onde vem a nossa palavra “lógica”. Os principais dicionários de grego afirmam que logikos significa também espiritual. A Nova Versão Internacional (NVI), no rodapé, coloca como opção a tradução “culto espiritual”. Essa palavra só aparece mais uma vez no Novo Testamento (1Pe 2.2), onde “leite racional” é traduzido por “leite espiritual” na Versão Almeida Atualizada. Então, “racional”, aqui, não se refere a racionalismo humanista, frio, sem vida e à parte de Deus, mas algo espiritual. Isto é: culto espiritual, resultado da sabedoria e da inteligência espiritual de Cl 1.9. Devemos oferecer a Deus um culto vivo e espiritual.

II. O MUNDO NÃO É PADRÃO PARA A IGREJA

1. O cristão e o mundo (v.2). As palavras gregas para “mundo” no Novo Testamento grego são kosmos e aion. Ambas significam o mundo físico e também o pecado.
a) Mundo físico. “Vós sois a luz do mundo [kosmos]” (Mt 5.13). “Pela fé entendemos que os mundos [aion] pela Palavra de Deus foram criados” (Hb 11.3).
b) Pecado. A palavra “mundo”, mencionada no (v.2), é aion, e refere-se ao pecado. Aion tem o sentido de “sistema de coisas; século” e aparece, por exemplo, na expressão “deus deste século” (2Co 4.4).
2. “...mas transformai-vos” (v.2). A expressão “Não vos conformeis com este mundo” significa que não devemos nos moldar ao mundo. A transformação de nossa mente, e de nosso interior — transformação pelo Espírito Santo (2Co 3.18) repele o modelo mundano. Por isso devemos nos transformar pela renovação de nosso entendimento.
3. O que é mundanismo? Nenhum crente contesta o fato de que a Bíblia condena o mundanismo. Isso é ponto inquestionável. Embora a palavra “mundanismo” não se encontre na Bíblia, todavia, seu conceito sim. E tudo aquilo que desagrada a Deus (Tg 4.4; 1Jo 2.15-16). O conceito de mundanismo nos dias dos apóstolos, segundo informa a Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã, consistia nos teatros, jogos e devassidão.
4. O mundanismo hoje. O mundanismo hoje está multiplicado em relação aos tempos do Novo Testamento. Segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal, Satanás apresenta uma ideia mundana de moralidade, “das filosofias, psicologia, desejos, governos, cultura, educação, ciência, arte, medicina, música, sistemas econômicos, diversões, comunicação de massa, esporte, agricultura, etc, para opor-se a Deus e ao seu povo, à sua Palavra e aos seus padrões de retidão”.
5. O contexto. Tudo isso deve ser analisado à luz de seu respectivo contexto. Não é pecado ser médico nem o crente estudar medicina. O Diabo, porém, pode usar, como tem feito, a medicina para destruir os valores cristãos: prática do aborto e da eutanásia, etc. A ciência, para o ateísmo. A música, para o sensualismo. O mesmo pode acontecer na política, nos sistemas econômicos, etc, mas nem por isso a Bíblia condena alguém ser músico, cientista, político, empresário. Tudo depende do contexto e da finalidade.
6. A vontade de Deus. Geoffrey B. Wilson afirma com muita propriedade que os três adjetivos “boa, agradável e perfeita” mostram que a vontade de Deus é definida no “que é moralmente bom, prescreve o que é agradável a Ele, e provê um padrão que é eticamente completo” (Mt 5.48). Devemos influenciar o mundo para o bem e não sermos influenciados por ele, para o mal.

III. O AMOR FRATERNAL

1. A fraternidade. A segunda parte de Romanos apresenta o mesmo tom das exortações de Jesus no Sermão do Monte. O texto dos vv.9-21 trata do amor fraternal, profundo, sincero e prático, sem hipocrisia, que deve reinar entre os crentes. O amor, o respeito mútuo e a solidariedade constituem-se no padrão para o Cristianismo.
2. O amor sincero. A partir do v.9 o apóstolo exorta os crentes a observar alguns preceitos sociais, principalmente a comunhão fraternal. Quem não ama ao seu próximo, não ama a Deus (1Jo 4.20). Esse amor deve ser sincero. Isto é: em obras e em verdade, não só em palavras (1Jo 3.18). Essa era a característica da Igreja no primeiro século (At 2.42-47).
3. Amar os crentes e os inimigos. A grandeza dessa passagem reside também no fato de o apóstolo nos exortar a amar e a perdoar até mesmo os de fora (vv.14,17-21). Isso já fora dito por Jesus no Sermão do Monte (Mt 5.42-48). Devemos procurar essa convivência pacífica com todos, até onde for possível: “Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens” (v.18).

IV. SOBRE A VINGANÇA

1. Não devemos retribuir mal por mal (v.19). A vingança é prerrogativa de Deus, que é o Juiz de toda a terra (Gn 18.25). Ele como justo Juiz (2 Tm 4.8), além de soberano sabe fazer justiça. “Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor” (v.19) é uma citação de Dt 32.35. É difícil, mas é possível, com a ajuda do Espírito Santo. Deus nos recompensará. Não é pecado requerer seus direitos em juízo. O que não é cristão é um crente levar seu irmão a juízo por questões litigiosas, causando escândalos, quando deveria levar tais coisas ao pastor (1Co 6.1-8).
2. O exemplo de Jesus. Jesus fundou um império pelo amor. Conquistou as almas pelo amor. Se ele tivesse o nosso ressentimento não teria conquistado Saulo de Tarso, pois o mesmo teve participação na morte de Estêvão (At 7.58: 8.1-3; 22.20). Por isso que a nossa oração a Deus deve ser pela salvação de tais pessoas. Nada melhor do que nosso testemunho e demonstração sincera de amor por elas. Isso fala tão forte a ponto de muitos inimigos, oponentes, perseguidores e faladores se converterem.
Vida consagrada envolve todo o nosso ser e em todos os aspectos da vida. É uma entrega total ao Senhor que nos leva a estarmos cada vez mais próximos dEle e, consequentemente, vivermos em amor com os nossos irmãos em Cristo. Assim, teremos poder e graça para vencermos o mundo. E mais do que isso, com o nosso testemunho de fidelidade ao Senhor, conquistarmos os não-crentes para Cristo.

“As palavras hebraicas e gregas para ‘santificação’, ‘santo’, ‘dedicação’, ‘consagração’ e ‘santidade’ estão todas relacionadas à ideia de separação.
 De fato, o conceito central do termo ‘santificação’ é separação. Assim, santificar-se é separar-se do pecado a fim de separar-se para Deus e para a adoração e serviço reverentes e jubilosos. Rica tipologia, temos no sacerdócio levítico do Antigo Testamento, bem como nas cerimônias associadas ao Tabernáculo e, mais tarde, ao Templo. Tudo o que era oferecido a Deus deveria ser separado de modo especial, enfatizando a santidade daquEle que recebia a adoração. Essa dedicação positiva a Deus é sempre a ênfase principal. Para exemplificar, os vasos santos usados no Tabernáculo e no Templo eram separados do liso comum, ordinário. Não podiam ser usados noutro lugar. Porém, não era isso que os tornava santos. Só se tornavam santos ao serem levados ao Tabernáculo, ou ao Templo, e usados na adoração ao Senhor”.(notas Doutrinas Bíblicas: Uma perspectiva Pentecostal. CPAD)

O comentário da Bíblia de Estudo Pentecostal explica que as expressões “exorta”, “reparte”, “preside”, “exercita”, e “misericórdia”, tratam-se dos dons espirituais:“(1) Exortar é a disposição, capacidade e poder dados por Deus. para o crente proclamar a Palavra de Deus de tal maneira que ela atinja o coração, a consciência e a vontade dos ouvintes, estimule a fé e produza nas pessoas uma dedicação mais profunda a Cristo e uma separação mais completa do mundo (ver At 11.23; 14.22: 15.30-32; 16.40; 1Co 14.3; 1Ts 5.14-22; Hb 10.24,25)”.
“(2) Repartir é a disposição, capacidade e poder, dados por Deus a quem tem recursos além das necessidades básicas da vida, para contribuir livremente com seus bens pessoais, para suprir necessidade da obra ou do povo de Deus (2Co 8.1-8; Ef4.28)”.
“(3) Presidir ou liderar é a disposição, capacidade e poder dados por Deus, para o obreiro pastorear, conduzir e administrar as várias atividades da igreja, visando ao bem espiritual de todos (Ef 4.11,12; 1Tm 3.1-7; Hb 13.7,17,24)”.
“(4) Misericórdia é a disposição, capacidade e poder dados por Deus para o crente ajudar e consolar os necessitados ou aflitos (cf. Ef 2.4)”.
Tendo em vista o significado do sacrifício para o viver diário do cristão, F.F. Bruce comenta o seguinte em Romanos, Introdução e Comentário: “Em vista de tudo quanto Deus fez por Seu povo em Cristo, como Seu povo deve viver? Deve apresentar-se a Deus como ‘sacrifício vivo’, consagrado a Ele. Os sacrifícios de animais, oferecidos numa época anterior tomam-se obsoletos graças à oferta que Cristo fez de Si mesmo. Mas sempre há lugar para o serviço divino prestado por corações obedientes. Em vez de viverem pelos padrões de um mundo em desacordo com Deus, os crentes são exortados a deixar que a renovação das suas mentes, pelo poder do Espírito, transforme as suas vidas harmonizando-as com a vontade de Deus”.fonte CPAD 

fonte CPAD




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